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sábado, 20 de novembro de 2010

Para onde foram os Escravos da Fazenda Suassuna?





            
 Para onde foram os Escravos do Barão    de Suassuna?
fabiano suassuna , no arruado do antigo engenho de penanduba-grande
    

      No ano de 1888 a escravidão foi extinta no Brasil, mais pouco se sabe de como os escravos da fazenda suassuna reagiram a esse acontecimento, uns diz que "eles seguiram para Olinda e se refugiaram em frente das igrejas", mais como se eles "não" sabia ocaminho outros dizem que "muitos ficaram nas praças de jaboatao",essa teoria é um pouco preconceituosa pois leva a afirmar que eles são os causadores  dos roubos da prostituição e das favelas em nosso município, coisa que não se coincidem com a realidade.
     O interessante é que no ano de 1889 é criada o núcleo do barão de lucena onde teve a primeira tentativa de reforma agrária em pernambuco, mais não existem relato de que os negros tornaram-se donos de lotes, na lógica os negros nem tinha documentos, como era que eles iam se inserir nesse novo mundo dos homens livres.
     Os escravos pertencia a uma classe que até  em nossos dias se matem viva, para os escravos nao planejaram casas e nem terra para sua sobrevivência a tentativa de sobrevivência se deu talvez refugiando-se dentro de matas, lugares de deficil acesso ou em Arruado ou seja alojamentos construídos para os trabalhadores do engenho da cana de açúcar.
                      "Só não era escravo quem pertencia a família dos senhores de engenhos ou colonos:  negros, índios e "pobre brancos o sol se encarregava de lhe dar a cor."todos eram escravos" relatou Fabiano Suassuna.
       
         Como esses grupos se desenvolveram na sociedade ainda é uma pergunta sem muita resposta ,só sabemos  que esses grupos são os mais desemguais economicamente e socialmente deste país.
    
               "As contradições sociais  criada pela falta de oportunidade depois da liberdade da escravidão  deve ser entendia e estudadas pelas classes sociais e não pela etnia, se esta  a analise for feita pela teoria de Karl Marx. Uma  pessoa nao pode ter privilegio por ter cor de pele diferente e sim por ter condições financeira desigual, pois essa se refere a riqueza  econômica que a todos pertence " falou Alexadre Roseno.

arruados onde moravam os  trabalhadores da cana de açúca do engenho penandubinha, pertencente a fazenda suassuna ou usina jaboatão
Lula Preto, morador do engenho penandubinha, e ex pastorador de boi da fazenda suassuna.
   um fato bem curioso é que um senhor conhecido como Lula Preto, morador do engenho penandubinha, assim quando a usina jaboatão abriu falência, 1994, ele não tinha onde morar, e a primeira reação dele foi se abrigar em uma loca de pedra( uma gruta de 3m aproximadamente) morou ali bastante tempo, debaixo dessa pedra , que fica acima do arruado do engenho penandubinha.  depois de  muito tempo sua irmã o colocou em um abrigo  próximo do lote 56

Ruinas da provavelmente senzala da casa grande do engenho Penanduba-Grande
Arruado do engenho suassuna que fica ao lado da antiga usina jaboatão, na rua do tanque do mel


          Falar sobre a escravidão no Brasil, é poder conhecer um pouco sobre homens e mulheres e crianças que deixaram  seus país,não por vontade própria , mais de maneira rúdeo,cruel e totalmente desumana onde reinava a vontade do lucro demasiado dos europeus, os negros recém chegados no Brasil eram de origem diferentes, assim não tinham como comunica-se uns com o outros, muitos negros morreram de derrame cerebral ( o AVC ) causado pelo transtorno psicológico ao serem separados de suas família ou seja do seu grupo social e além disso ser levado e vendido, tornando-se uma propriedade privada, numa terra onde não conhecia, não falavam sua língua e onde  era obrigado a trabalhar sem o direito de  liberdade.
            Nos primeiros anos foi muito difícil reabilitar os escravos e torna-lo ele produtivo, um dos fatos que chama atenção foi considerar que o negro não tinha alma assim a igreja nao  considerava pecado castiga-lo como se castiga um animal, para intervir nessa contradição a igreja católica pregava ao negros que "nossa senhora aliviava as dores" , a escravidão foi também  defendida pelos Governo Holandes que eram  protestantes  em pernambuco, quase toda classe social e intelectual da época defendia a escravidão exceto alguns critico da época como no caso do Joaquim  Nabuco entre outros.
        O motivo que levou muito apoiarem a escravidão estava  ligado a mao-de-obra, quem iria produzir?, trabalhar no campo?, pergunta que calava  a muito, segundo o Genealogista do IAHGP, Galvão " ter um escravo na epoca era como  ter um carro hoje em dia, era tão natural que quando um escravo se tornava livre ele juntava dinheiro e comprava um pra si."
    Sobre forte influencia Positivas  de grandes pensadores da época. Princesa Isabel  assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888  realizando a abolição da escravidão no Brasil.


foto do inventario pertencente ao  IAHGP 
 IAHGP

6.      Dona Maria Luiza Francisca de Paula – falescida – casada que foi com José Castor Barboza Cordeiro 

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