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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Nas diferenças somos todo Iguais...
                                                      Num mundo de diferenças

            A tela se abre e aparece a imagem de várias crianças negras, meninos e meninas. Na frente delas duas bonecas: uma branca e outra negra. No fundo uma voz de homem faz as perguntas: qual das bonecas é negra, qual é bonita, qual é má, qual é legal, qual é feia e finalmente, qual era a que se parecia com a criança questionada. Para todas as questões que se remetia a beleza e gentileza as crianças, meninos e meninas, apontavam para a branca e quando questionadas sobre o porquê, elas respondiam porque as bonecas eram de pele branca e olhos azuis. Para as perguntas que se referiam a cor, maldade e feiúra, estas associavam as bonecas negras. Esse vídeo tem duração de 1’08 e circula no canal Youtube.com desde março de 2009, com mais de 210 mil acessos.

Esse vídeo nos remete a uma discussão que não encontra espaço nos periódicos tradicionais e só pode ser aqui comentado por conta de mecanismos alternativos de comunicação. Afinal estamos falando de temas muito caros para a sociedade brasileira e que não necessária e intencionalmente está na “boca do povo”, mas existe de forma cada vez mais sutil. Estamos falando de racismo, mídia e infância na sociedade brasileira e como a construção simbólica do um modelo do que pode ser o belo desencadeia e reafirma o racismo.

Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo, em 2004, 87% dos brasileiros reconheciam o racismo no país, mas apenas 4% se reconhecia como racista. No entanto, há algumas semanas, em Belo Horizonte, uma menina negra de 4 anos foi agredida pela avó de um menino branco que questionou, aos gritos e na frente de toda a sala de aula o por que de terem deixado o neto dela dançar quadrilha com “uma negra e preta horrorosa e feia”.  A diretora da escola, que é particular, sequer fez qualquer gesto para evitar o crime, tampouco informou aos pais da menina o ocorrido. O caso só veio à tona porque a professora, que testemunhou tudo, inconformada com a situação, pediu demissão e denunciou à família da menina o que ocorreu. O caso está sendo apurado.

Mas como uma pessoa se torna preconceituosa? Como uma pessoa se torna racista? Já é sabido que as crianças nascem sem qualquer conteúdo preconceituoso, como bem afirmou Nelson Mandela "ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar". Os conceitos preconceituosos, sejam eles machistas e racistas, especialmente, bem como outros, são incutidos por meio de influências ou vivências com outras pessoas, especialmente no ambiente familiar e escolar. Não raro vemos crianças que, ao voltar da escola, apresentam “falas” que destoam do ambiente familiar, e que externam uma associação da cor negra com a sujeira. Outras seguem o caminho contrário, já chegam na escola com essas falas.

Daí a importância de pais, mães e educadores estarem atentos a estas questões. Pois é na infância que se dá o desenvolvimento dos valores, que são absorvidos com mais intensidade e também onde os estereótipos raciais vão sendo sedimentados. Neste momento é muito importante a atenção e o cuidado com os brinquedos e os programas televisivos que serão disponibilizados às crianças, especialmente por conta do conteúdo publicitário dirigido a elas. Segundo o Instituto Alana, organização não governamental de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes em relação ao consumo em geral, bem como ao excessivo consumismo ao qual são expostas, as crianças são mais vulneráveis que os adultos e sofrem cada vez mais cedo com as graves consequências relacionadas aos excessos do consumismo, por estarem em pleno desenvolvimento.

A influência da publicidade é percebida na escolha dos produtos, na maioria das vezes brinquedos e alimentos, que são feitos pelas crianças quando em contato com essas informações direcionadas e abusivas. Ao contrário dos meninos que são sempre desafiados a ultrapassar limites, explorar as habilidades do corpo e do espaço, às meninas são reservados os brinquedos que remetem ao cuidado com os outros seres, com os cuidados excessivos e precoces com o corpo, e não com elas mesmas, e à casa sempre em forma de castelo. Há sempre uma predominância da cor rosa, que é o delicado, em contraponto ao azul, que remete a fortaleza e conhecimento, dos meninos. Isso ultrapassa as cores das roupas e vai até a representação simbólica de diferenciação de gênero, apesar das diversas matizes de cores. E para além e juntando tudo isso a representação das bonecas, uma peça exclusivamente do feminino, com a definição de que o que é belo é o corpo magro e esguio, loiro, traços finos e olhos claros, ainda que sejamos um país marcado pela miscigenação. Dessa forma, sutil, pulverizado e constante, os conteúdos racistas e também machistas vão entrando nos lares brasileiros sem nem mesmo os pais e mães se darem conta.  

No entanto, um aspecto que merece toda a atenção da sociedade, uma vez que as crianças são seres prioritários para o Estado, com direitos assegurados na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente, são os efeitos que o racismo e a discriminação racial têm na infância de crianças negras. Para estas meninas e meninos o impacto da publicidade excludente é muito mais nocivo do que para as de cor branca. Isso é percebido na negação dos próprios atributos físicos como cabelos, pele e nariz, na negação da própria negritude explicitamente, num exercício de distorção da auto-imagem; ou ainda na rejeição da própria família devido à vergonha da aparência de seus entes.

Para a psicóloga Roberta Federico, as crianças reproduzem o que vêm no contexto social, de forma explícita ou velada. “Não é preciso que se diga explicitamente para uma criança que as pessoas negras têm menos valor que as pessoas brancas para que ela absorva essa ideia. Basta colocá-la diariamente diante de qualquer canal de TV brasileira, onde dificilmente ela se verá representada de maneira positiva”, explica.

Em cima disso, o Doutor em Comunicação pela ECA-USP e cineasta, Joel Zito Araújo, faz uma reflexão sobre as vantagens de se nascer branco e as desvantagens de se nascer negro no Brasil. “O espelho que é colocado diante de uma criança negra diz: ‘ Você é feio, você pertence a uma raça inferior, você é a imagem da pobreza, você está destinado à subalternidade’. Enquanto o espelho que é colocado diante de uma criança branca diz: ‘Você é lindo, você é superior, você é predestinado’”. No seu discurso de ideologia do branqueamento ele diz que a mídia exerce um papel fundamental na nossa não discussão sobre o tema do racismo.  

No entanto, a discussão do racismo está posta na mídia só que em dois lugares, seja nos jornais, nas telenovelas, no cinema ou outros meios. O primeiro é o lugar da invisibilidade. E o segundo é o do rebelde, dos filhos rejeitados e excluídos, das empregadas domésticas, dos serviçais. Às crianças negras, são sempre as deseducadas, as sem inteligência, as ligadas à malandragem e que, atualmente aparecem apenas para cumprir o parâmetro da diversidade. Enfim, adultos e crianças sem quaisquer possibilidades de ascensão social. “Todos eles, portanto, são obrigados a incorporar na televisão a humilhação social que sofrem os mestiços em uma sociedade norteada pela ideologia do branqueamento, em que a acentuação de traços negros ou indígenas significa a possibilidade de viver um eterno sentimento racial de inferioridade, e uma consciência difusa e contraditória de ser uma casta inferior que deve aceitar os lugares subalternos intermediários do mundo social”, afirma Araújo.

                                        Os números da violência
Apesar do país não se considerar racista, as pesquisas dizem o contrário. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em 2010, 54,5% de todas as crianças e adolescentes brasileiros são negras ou indígenas, ou seja, 31 milhões de meninas e meninos são negros e 140 mil são crianças indígenas. Vinte e seis milhões vivem em famílias pobres, representando 45,6% do total de crianças e adolescentes do país. Desses, 17 milhões são negros. Entre as crianças brancas, a pobreza atinge 32,9%; entre as crianças negras, 56%. A iniquidade racial na pobreza entre crianças continua mantendo-se nos mesmos patamares: uma criança negra tem 70% mais risco de ser pobre do que uma criança branca.

No caso das mulheres, além das violações comumente sofridas pela condição de pobreza e outras, há aquelas situações de violência exclusivamente por serem mulheres, e isso insere as meninas.  Segundo ela, nem todas as pessoas e nem todas as mulheres estão expostas à violência da mesma forma. Alguns grupos de pessoas têm muito mais chances de sofrer violência e, determinadas violências, que outros como é o caso de meninas e mulheres negras. O que caracteriza a sociedade brasileira enquanto ente machista, racista, elitista, heteronormativa, adultocêntrica, urbana onde os processos de violência e os impactos são vividos de maneira diferente pelas mulheres e são reveladores das condições de vida, bem como das circunstâncias a que estão submetidas enquanto sexo, raça, idade, lugar onde moramos, orientação sexual, etc.

No que se refere a violência física e sexual, embora o estudo “Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre igualdade de gênero 2010” realizado pelo IPEA tenha revelado que a maioria das pessoas entrevistadas considera que a violência contra a mulher é de responsabilidade da sociedade como um todo e que as agressões devem ser investigadas pelo Estado mesmo que a mulher não queira, dados do PNAD/IBGE apontam que 2,5 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade já sofreram algum tipo de agressão em 2009. Destas, pelo menos 40% eram mulheres e 1/3 delas foram agredidas por parentes, companheiros ou ex-companheiros, responsáveis por mais 25,9% do total de agressões[1].

Já pesquisa da Fundação Perseu Abramo realizada em agosto de 2010 revelou que a cada 2 minutos 05 mulheres são agredidas violentamente no Brasil e que pelo menos 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões desde 2001. No tema da exploração sexual, as vítimas desse tipo de crime, em sua grande maioria, são adolescentes entre 15 e 17 anos de idade, quase sempre negras ou indígenas, segundo Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres e Crianças para Fins Sexuais (Pestraf), 2001.

Tal situação reforça o pleito de parte da sociedade civil que vem discutindo os temas da violação de direitos de crianças, adolescente e mulheres de que é necessária uma presença, cada vez maior do Estado por meio de políticas públicas efetivas e contínuas. Por outro lado, faz-se necessário e urgente também reconhecer que as situações de violência não são questões a serem discutidas e resolvidas entre quatro paredes. Ela é um problema não da relação privada, mas uma questão pública e até civilizatória, porque não é possível o avanço de qualquer sociedade enquanto houver desigualdades entre homens e mulheres.



Texto por: Rosely Arantes,
Jornalista, educadora popular, Especialista em Gestão Estratégica Pública pela Unicamp, roselyarantes8@gmail.com











[1]     Fonte: Chaga Social: 767 mulheres são agredidas por dia no Brasil (http://mariadapenhaneles.blogspot.com/2011/02/chaga-social-agressao-de-mulheres.html capturado em 29.02.2011)

sábado, 28 de julho de 2012


Salve o Rio Jaboatão


           O Rio Jaboatão em seu Apogeu de desgaste ambiental é de fato a expressão da omissão e do descuido generalizado das políticas públicas com os recursos naturais que sobrevivem de forma resiliente e calamitosa  ao longo da formação territorial e espacial da cidade. A incapacidade de elaboração de um projeto Eficaz em parceria com o Estado e os municípios de Vitória de Santo Antão, Moreno, e Jaboatão objetivando o   equilíbrio ambiental. 
             A relação entre o rio e a cidade é marcada e imortalizada  pela liberdade de sua corrente fluvial que percorre livremente registrando e as canções de seus imortais  e Ilustres filhos desta terra. 

           Conhecer Jaboatão é, sobretudo, conhecer as águas que cortam suas terras, construir seu olhar e exaltar sua origem. Rio Jaboatão, no qual os povos indígenas se banhavam, marcavam suas infâncias, criando subsistências na transformação natural e socioambiental, consolidando um processo de sociabilidade sustentável.

           “Os rios que deságuam no litoral pernambucano recebem, ao longo dos seus cursos, todos os tipos de descargas poluentes, como resíduos agrícolas, esgotos domésticos e detritos industriais, apresentando, assim, graves distúrbios ecológicos. Uma câmera na mão e incontáveis ideias na cabeça, jovens de diferentes comunidades desta cidade construíram juntos um documentário Águas do Jaboatão, o documentário já possibilitou a ida dos jovens á conferencia internacional  Rio+20 na Caravana da REJU-PE, no Rio de Janeiro o que fomentou e fortaleceu as bases de luta pela justiça Social e ambiental pregada pelos jovens das comunidades periféricas e urbanas da cidade. A proposta desse documentário é redescobrir o Rio Jaboatão e lutar pela sua revitalização, através da conscientização do poder público competente, desde sua nascente até sua foz em Barra de Jangada.  A homenagem do documentário “Águas do Jaboatão” vai ao saudoso Prof. Orlando Breno, um dos pioneiros nessa aventura cultural e histórica que desvendou a descoberta da nascente do Rio Jaboatão em Vitória de Santo Antão–PE. O Amor à Cidade é o fundamento que leva  jovens a ter sede de conhecimento e compartilhamento do sonho de um espaço urbano possível e  igualitário a todas as pessoas. Com o coração cheio de indignação diante do descaso com todo o ecossistema envolvido na bacia fluvial do Rio Jaboatão, construiu-se o documentário que sistematiza como essa relação de desgaste é feita tanto pela população, com ocupações desorganizadas resultado de uma desconjuntura estrutural, e as fábricas atualmente, principal fonte poluidora  do nosso Rio Jaboatão.  A grande proposta agora é, poder levar a cada residente da cidade de Jaboatão o conhecimento e a perspectiva critica do Rio queremos para nós, da sustentabilidade Desejamos. E que as pessoas conscientes que partilham do sonho de um dia ver o rio revitalizado possam contribui sumariamente no processo de conscientização sócio-politico-ambiental para a revitalização e manutenção do ecossistema e todo o bioma envolvido.  Sendo assim, desejamos levar para o cenário de pauta das eleições a responsabilidade com o meio ambiente e com a temática de Saúde e preservação Ambiental como um apelo ao poder público competente para que não se repita a indiferença que vem se sucedendo nas gestões que se seguem para que possamos deixar um legado de equilíbrio, responsabilidade e Amor á natureza e ao ecossistema para as futuras gerações.
          A grande luta contra a hegemonia será elevar a pauta política atual, de assistencialismo e  descaso evidente para um Jaboatão justo e sustentável.

“Maior exemplo de comprometimento não há senão aquele que se entrega por completo na luta por seus ideais.”
                                                                                                                             Joel Emidio

Texto por: Alexandre Roseno/Joel Emidio
Estudante de Serviço Social - Estácio-FIR/ Bacharéu em Administraçao-Faculdade Integrada de Pernambuco.
Trecho da volta do Carangueijo - Jaboatão velho

quarta-feira, 25 de julho de 2012

          Fazendo uma retrospectiva no tempo, podemos averiguar que a “REVOLUÇÃO INDUSTRIAL”, nos deixou como legado uma herança rica em desenvolvimento econômico e  tecnológico  mas em contrapartida pode ter desencadeado o visão pré-apocalíptica que estamos sendo obrigados a vivenciar e também sofrer com os que sofrem as conseqüências de atos que foram praticados  por nossos pais e que ainda se repetem em nossos dias comprometendo o bem estar das gerações vindouras. A revolução industrial por sua vez desencadeou a produção a baixos custos e proporcionou a aquisição de bens de consumo ás massas que antes não tinha poder aquisitivo e que agora detinham também o poder de compra, o que proporcionou o consumismo dando origem ás teorias capitalistas. Por outro lado a indústria bélica não tem ficado atrás, amparadas pelo avanço tecnológico vem desenvolvendo armas químicas, biológicas e nucleares que comprometem o futuro da raça humana e nos deixa á mercê da iminente probabilidade da extinção de nossa espécie.tudo isso devido a vários fatores que diretamente ligados ao comportamento humano que tem ameaçado a cada dia sua própria existência com seus atos irracionais.
           Alguns estudiosos acreditam até que nossa era está se encaminhando para uma nova etapa ou seja, uma nova era glacial onde o derretimento das geleiras do ártico e o crescente avanço do mar é apenas o início de mais um ciclo que se reinicia, alguns defendem que seria inevitável e que a ação humana pouco tem a ver com um fenômeno que se repetiria independente das escolhas humanas, mas, sabemos que nossas escolhas sempre influenciam em nosso futuro e principalmente quando diz respeito ao ambiente em que vivemos.
         Do ponto de vista crítico sabemos que o que estamos vivenciando hoje, deve-se ao preço alto que estamos pagando pelo desenvolvimento e industrialização que ajudados pelo crescimento demográfico tem nos colocado na reta final onde ou nos conscientizamos de nossas ações e fizermos o furacão girar em sentido contrário de forma a amenizar o efeito de nossas atitudes e tentar equilibrar novamente o ecossistema de forma menos preocupante até atingirmos um grau de estabilidade aceitável ou estaremos com os dias contados.

    A expansão dos diversos setores de produção, o crescimento econômico e o desenvolvimento tecnológico ocorridos nas últimas décadas proporcionaram muitos benefícios à sociedade como um todo. Porém, unidos ao rápido crescimento populacional e ao comportamento inadequado de consumo, resultaram em consequências indesejadas. A poluição ambiental associada a estes fatos gerou a formação de um passivo com difíceis problemas a serem resolvidos. A grande quantidade de resíduos que foi e continua sendo depositada no meio ambiente alertou de vez o mundo para o risco iminente que corremos e às incertezas futuras.
        Aliados aos problemas da degradação ambiental estão os atuais fatores associados às regulamentações governamentais, além das vigilâncias e pressões por parte de Organizações não Governamentais – ONGs. A falta de uma política ambiental proativa pode levar as empresas a terem altos custos no tratamento de seus resíduos, em conformidade com as exigências legais de cada setor, e às vezes muitos prejuízos com processos de remediação ou recuperação do meio ambiente. Isto acontece nos casos em que ocorre a disposição incorreta sem o devido tratamento. Atualmente, a sociedade de uma forma geral também tem contribuído para pressionar o mundo empresarial quanto às preocupações ambientais. Está surgindo um perfil de consumo onde coloca o conceito de qualidade além da simples adequação ao uso e ao preço. Isso se constata quando deixam de comprar produtos que de uma forma direta ou indireta contribuam para a degradação ambiental do planeta.
     Por outro lado, as pressões de ordem econômica mundial estão aumentando ainda mais a competitividade do mercado. Acordos internacionais, boicotes às importações, certificações de produtos e processos, e os chamados “selos verdes” são algumas das exigências e barreiras, tarifárias ou não, que o cenário atual impõe para a sobrevivência empresarial.
       Assim, a acelerada degradação do meio ambiente, o aumento da atividade regulamentadora, a crescente consciência dos consumidores que passaram a exigir produtos que não agridam ao meio ambiente e a nova ordem econômica supracitada são algumas das razões para que se venha crescendo nas empresas a urgência com relação à necessidade de implementação de sistemas de gestão ambiental. Assim, como o fator ambiental é uma realidade que não pode deixar de ser considerada, ou melhor, deve-se levar em conta obrigatoriamente, algumas empresas já estão incorporando-o ao seu processo produtivo. Elas estão conciliando práticas saudáveis com lucratividade, reduzindo custos, reforçando o marketing da empresa com relação à sua postura ambientalmente correta, e ganhando confiança do mercado. Desta forma, a questão ambiental deixou de ser encarada como um ônus para a indústria e hoje é fator de competitividade, favorecendo a inserção das empresas no mercado globalizado


                                                     Texto por: Joel Emídio
BACHARÉU EM ADMINISTRAÇÃO-FACULDADE INTEGRADA DE PERNAMBUCO

Menção ao Documentário (A Última Hora)




domingo, 15 de julho de 2012

Águas do Jaboatão
Jaboatão Centro
Em um mundo necessitado de uma conscientização ambiental, cada vez mais urgente, se faz necessária uma atitude proativa de todos os que possam se engajar numa luta para salvar o que resta do meio ambiente. A humanidade está mais atenta às questões ambientais, que até então eram negligenciadas, á partir da Conferencia Rio+20 se pôde perceber a preocupação das nações com essas questões, mas apesar de tanta vontade da sociedade civil de mudar algo no tratamento com as questões ambientais, não houve um retorno esperado, por que ainda impera uma ideologia do progresso a qualquer custo em que não há espaço para se pensar um desenvolvimento sustentável.
Em Jaboatão com vários movimentos sociais engajados, com ampla participação da juventude, se propôs fazer algo para mudar o jeito de chamar a atenção para o descaso com o meio ambiente. Foi feito um pequeno vídeo para clamar ao estado e a sociedade civil, com a exigência de um posicionamento sobre um dos principais recursos cada vez mais disputado e sem o qual o ser humano não sobrevive, a água. O Rio Jaboatão que corta a cidade, sendo um dos principais e mais importantes Rios de Pernambuco, se encontra poluído na sua maior parte, pela falta de planejamento urbano e saneamento básico, onde nas suas margens se acumulam lixo, entulho e até dejetos, como é mostrado nesse pequeno documentário chamado “Águas do Jaboatão”. É necessário um projeto de revitalização do rio, replantio da mata ciliar, e uma política de conscientização dos moradores que vivem ao seu entorno, pois sem isso irão se acumular lixo gerando doenças e no período chuvoso, quando o volume do rio aumenta pode ocorrer enchentes, pois os canais e bueiros ficam obstruídos pelos entulhos acumulados. É preciso entender que se não houver uma conscientização da população através da prevenção, com alertas e informação, junto com uma ação do estado na questão do saneamento básico, o problema continuará negligenciado.
O vídeo desde sua produção até a apresentação, mostra que existe uma juventude que está interessada no que acontece na sua cidade, não sendo simplesmente amorfa e sem reação, assim existem realmente pessoas que querem mudar a situação e discutir os problemas que estão até o momento sem solução. Através dos movimentos sociais, como o MJPOP (Monitoramento Jovem de Políticas Públicas), Juventude Suassuna entre outros, a sociedade civil se organiza para reagir frente aos problemas que aparecem no ecossistema em que vivemos, sim ecossistema, pois tende-se a separar sociedade de natureza, como se fossem independentes, mais a verdade é que os seres humanos são também a própria natureza.  

Texto de Swellington Albuquerque Ribeiro Costa
        Estudante de Ciências Sociais-UFPE
terça-feira, 22 de maio de 2012

Cesar Ramos a Esperança da Esquerda em Jaboatão!


Cesar Ramos a Esperança da Esquerda em Jaboatão!


                                                Por  posições sistemática de  enfretamento, atuação política planejada e suas bases teórica, nos fomenta a informar que nasce uma Nova Esperança para a cidade de Jaboatão. Jovem, pobre, pardo de comunidade periférica mais  que  se mantém na contra hegemonia imposta pelo modelo econômico e social   da velha tradicional da política assistencialista imediatista dos ricos que lucram com a desorganização territorial dessa cidade.
                                              Como articulador político e urbano da Juventude Suassuna, possui uma grande militância, como por exemplo na preparação do diagnostico de favelas da região metropolitana do Recife que foi publicado  no intercambio entre jovens do Brasil, África do Sul e Luxemburgo em 2011,  recentemente no mês de janeiro  deste ano articulou a convivência Interestadual de educação popular e direito a universidade  com jovens da Paraíba e Rio Grande do Norte.
                                                  A organização  juvenil, Juventude Suassuna tem um perfil ético  apartidário por conter membros com ideologias e posições políticas partidárias divergentes, mesmo assim não desmerece reconhecer a atuação de Cesar Ramos na organização e alem disto sua ação como ato fundamental na construção de nova sociedade.
Em entrevista a nossa equipe o Cesar Ramos falar sobre sua nova atuação na vida Política.

Edson Silva
Entrevistador: Edson Silva- Coordenador de política para Juventude  
CÉSAR RAMOS – pré-candidato do PSOL a prefeitura de Jaboatão

Resumo da Biografia :
 
                                          Nascido na década de 80, na maternidade Rita Barradas - Jaboatão Centro, César Ramos é um dos cinco filhos da costureira Luzinete Ramos. Criado sem pai e com uma infância marcada pela a extrema pobreza onde viveu na comunidade da Moenda de Bronze em Jaboatão Centro.
                                                    Foi aluno do Pe. Ramiro no MAMER, como secundarista atou no Grêmio Estudantil das escolas públicas. Na Universidade Federal participou da reabertura do Diretório Acadêmico e do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo, também realizou o trabalho técnico-social do Conjunto Dom Helder Câmara que resultou na construção de 200 casas populares em regime de mutirão assistido, através do Fórum dos Estudantes de Origem Popular–FEOP lutou por cotas para negros e alunos de escolas públicas na UFPE. Foi professor voluntário em cursinhos preparatórios e trabalhou como pesquisador do IBGE. Atualmente é membro-fundador do Movimento EcoSocialista-MESPE e dirigente do PSOL em Jaboatão.
                                            César Ramos sempre esteve ligado ao movimento popular de base, na defesa da educação pública de qualidade, passe livre, reforma urbana e meio ambiente.

1- JS: César, você é hoje o pré-candidato a prefeito mais jovem da história de Jaboatão, o que lhe levou a aceitar esse desafio?
 
César Ramos/PSOL – A política para nós, que somos pobres e entendemos as causas de nossa pobreza, não é uma questão de escolha, a política para nós se impõe como uma necessidade de lutar por justiça e dignidade. É, justamente, por ter vivido na pele o drama da pobreza na periferia de Jaboatão e hoje entender que a cidade poderia ser diferente, que poderíamos ter mais qualidade de vida e oportunidades, que não há razão para sermos tão ricos e ao mesmo tempo vivermos na pobreza, são por essas razões que aceitei a tarefa de ser o porta-voz das reivindicações popular nessas eleições. 
Nossa candidatura cumprirá uma função pedagógica importante, pois, mostrará as pessoas simples de Jaboatão que o povo também pode e que participar da política é um direito de todos e não um privilégio dos ricos. 

2- JS: Como é que você, que também é jovem, avalia o governo Elias Gomes para a juventude de Jaboatão?
 
César Ramos/PSOL – Foi péssimo! A juventude de Jaboatão encontra-se hoje a mercê das drogas e da marginalidade. Esse governo fala muito, anuncia muita coisa e na prática fez muito pouco! Uma pesquisa do Ministério da Justiça classificou Jaboatão dos Guararapes como sendo a 7ª cidade mais violenta do país para a juventude. É perigoso, hoje, ser jovem em Jaboatão! O que ocorre, diariamente aqui é um verdadeiro extermínio da população jovem. 
Problemas sérios como a gravidez precoce, a evasão/retenção escolar, o trabalho infantil, a criminalidade (...), não foram combatidos com a seriedade que mereciam. 
A razão para isso está acontecendo é por total inexistência de políticas para a juventude. Não há em Jaboatão um cinema público, não temos nenhum teatro, a quadra municipal (Reginaldo Montenegro) foi fechada justamente no governo de Elias Gomes. 
Onde estão em Jaboatão as academias da cidade? Os centros de formação profissional? Os espaços de cultura? Os centros esportivos? As alternativas de lazer? Estamos perdendo uma geração inteira, que crescerá sem ter acesso às oportunidades de cultura, educação e lazer. Esse governo já provou que não tem compromisso com a juventude da cidade. 


3 – JS: Não é cedo para você ser candidato?

César Ramos/PSOL – Quando as coisas estão ruins, nunca é cedo para mudar! (...)
Não dá mais para esperar de braços cruzados, ver governo entrar e sair e nada acontecer! Os atuais pré-candidatos não representam nenhuma renovação. São os mesmos que sempre mandaram em Jaboatão nos últimos 20 anos, (...) a velha política de sempre! Alguém precisava se levantar do meio do povo para ser um contraponto nessas eleições. 
Aqueles que têm fome não têm tempo para esperar! Quantas pessoas precisam morrer embaixo de barreiras por falta de moradia adequada? Quanto tempo mais, vamos continuar sem ter direito a creches, a cultura e ao lazer? Quantos jovens precisam entrar para o mundo das drogas por falta de oportunidades? Até quando precisaremos ter que dormir na fila do posto para poder marcar uma consulta? A falta de direito sempre foi tratado com naturalidade em Jaboatão e alguém precisava se levantar e anunciar que um outro mundo é possível! Jaboatão vive hoje uma situação de atraso generalizado e para mudar isso não se pode perder mais tempo!

4- JS: As eleições em Jaboatão são conhecidas por um forte esquema de compras de votos, “caixa dois” e corrupção. onde o uso descarado da máquina pública, o assistencialismo e o clientelismo. Como você pretende enfrentar isso?

César Ramos/PSOL – O berço da corrupção é a campanha eleitoral. É nela que os candidatos a prefeito e a vereador, para comprarem os votos da população, pegam dinheiro emprestado com as empreiteiras e com os empresários. Como o empresário não faz doação, o empresário faz investimentos e todo investimento um dia se espera o retorno. Uma vez eleito, o dinheiro que financiou o prefeito e o vereador, volta ao empresário em forma de licitações superfaturadas, aditivos absurdos, dispensas de licitação e etc.. Por isso não sobra dinheiro para fazer escolas, para calçar ruas, para contratar médicos nem para pagar o piso aos professores. 
O resultado da compra de votos é o empobrecimento da própria população. A mesma população que um dia trocou seu voto por uma cesta básica ou um saco de cimento, hoje sofre com esgoto correndo a céu aberto, saúde precária e educação sem qualidade.
O povo precisa entender a relação que há entre a compra de votos e sua situação de pobreza. Logo, nosso discurso durante a campanha terá que ser entes de tudo, uma aula de democracia. Será preciso ensinar primeiro ao povo a votar, entes mesmo de lhe pedir seu voto. Mas nem todo mundo se vende! As pessoas, também, são movidas por idéias.



5- JS: Você acredita que as idéias podem vencer a força do dinheiro em Jaboatão? 
 
César Ramos/PSOL – Tenho fé nas pessoas! Somente por acreditar que as pessoas podem mudar é que estou na política. Aprendi desde cedo a não aceitar as dificuldades como uma fatalidade, portanto, para defender nossas idéias estamos dispostos a fazer uma campanha “franciscana”, humilde em recursos mais rica de propostas para mudar Jaboatão. (...)
É nessa hora que a educação de qualidade faz toda a diferença, pois, um povo educado não vende seu voto nem se contenta com maio-fio pintado. (...) Mas estamos convencidos de que apenas chegado ao poder sem se vender, é que seremos capazes de fazermos um governo de ruptura e de transformação e será com a parcela do eleitorado, que é capaz de votar de forma livre e consciente, que nós iremos dialogar. 

6 – JS: Com o slogan “Por um Jaboatão Justo e Sustentável” PSOL em Jaboatão pretende levantar a bandeira da sustentabilidade. Você acha que defender o meio ambiente, em Jaboatão, dá votos?

César Ramos/PSOL – Nem tudo deve ser medido por resultado eleitoral! Estou convencido que o debate ambiental em Jaboatão é inadiável. Graças à ausência total de políticas ambientais, importantes ecossistemas em nossa cidade encontram-se hoje ameaçados, como é o caso do Rio Jaboatão e da Lagoa Olho D’água, só para citar alguns. A preservação do meio ambiente precisa deixar de ser um discurso para fazer parte da ação política dos governos. 
O atual modelo de desenvolvimento capitalista e predatório tem explorado as pessoas e o meio ambiente. Alinhado com essa mesma lógica, o processo de urbanização, sem planejamento, gerou cidades insustentáveis. Reverter esse processo e garantir a sustentabilidade urbana será uma prioridade para nós. 
O atual governo foi totalmente omisso no que diz respeito à questão ambiental em Jaboatão. Muito precisa ser feito! A começar pelo enfrentamento do déficit do saneamento básico, que representa hoje a principal fonte de poluição ambiental na cidade. Elaborar um Planos Municipal de Sustentabilidade e de Resíduos Sólidos, criar uma Agencia de Meio Ambiente para implementar uma legislação ambiental própria e tantas outras ações, são imprescindíveis para garantirmos uma cidade justa e sustentável para essa e as futuras gerações.

7- JS: Que mensagem você deixaria para os Jovens de Jaboatão?
 
César Ramos/PSOL – Hoje, a juventude de Jaboatão Já representa grande parte dos eleitores da cidade, isso significa que os jovens podem influenciar no resultado eleitoral. Está na hora desses mais de 170 mil jovens participarem diretamente da vida política da cidade para assim, fazerem ouvir a sua voz.
Ninguém melhor que a juventude para realizar as transformações políticas que Jaboatão tanto necessita, pois, apenas aqueles que inda não se contaminaram com os vícios da velha política, poderão ousar escolher, de forma livre e autônoma, uma alternativa nova para Jaboatão. 
Nós crescemos ouvindo dizer que “os jovens serão o futuro da cidade”, que “os jovens serão o futuro do Brasil” (...), mas esse futuro nunca chegava. Pois bem, hoje estamos aqui para dizer que o futuro chegou! O futuro é hoje!
sexta-feira, 27 de abril de 2012

O mangue como ferramenta de construção de uma nova sociedade

           Curcurana, nome da comunidade que fomenta a discussão e as possibilidades de processamentos educativos na sociabilidade entre o Homem e o Manguezal. Essa proposta surge na Associação Mangue Ferido como um projeto aberto e construtivo para a população que sobrevive diretamente deste ecossistema.
           Sandro Florêncio ou popularmente Sandro Rock,  é o nomeado como  líder do Movimento que tem suas configurações organizacionais de modo centralizado. As ações políticas, pessoais e partidárias são pontos  visualmente aparente na interferência de sua militância social, mesmo assim essas particularidades não sobrepõe-se a destruir a essência do coletivo.
           A objetividade sistemática e problematizada pelo movimento Mangue Ferido navega na idealização  da junção do conhecimento cientifico com o popular que possibilite linguagens Múltiplas, entre os pescadores artesanais, ribeirinhos e os estudantes no despertar da consciência  ecológica  racionalizada, projetada a construir uma nova sociedade.


Sandro Rock

Associação Mangue Ferido- Presidente Sandro Florêncio- Curcurana, Jaboatão-PE.                              Texto: Alexandre Roseno (Coordenador político do Movimento social Juventude Suassuna e estudante de Serviço Social)
sábado, 7 de janeiro de 2012
A cidade que queremos é Auto sustentável
Cidade : Jaboatão dos Guararapes, vista de longe a orla da praia de piedade

Comunidade Edmar de oliveira, fica 5km do cento da cidade , uma contradição social urbana 
Lote 56 comunidade  semi- rual de difícil acesso as políticas públicas 
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"O nosso Sonho é Sociedade.."

          As conjunturas políticas e sociais urbanas formada pelas contradições econômicas do país, desenvolvem um um perfil comum nas comunidades periferias se semi-periféricas da cidade. A desigualdade entre classes pode ser um elemento para compreendemos essas demandas, surgindo assim, cada dia novas comunidades sem uma infra-estrutura de acesso as políticas pública com qualidade.
     A população e especialmente a Juventude deve propor um reação racional a essas novas construções onde o culpado não seja o cidadão e sim o poder público que não planeja a urbanização  a médio e longo prazo, e deixa a Massa construir suas casas em morros e beira de rios.
         " O nosso dever como transformado  social da sociedade é desenvolver nos jovens a importância de uma Identidade  cultural com a comunidade  e a parti dessa construção criamos uma sociedade na base da sustentabilidade.." relatou fabiano Suassuna articulado do movimento Juventude Suassuna.
                                                                      A cidade que  queremos é Auto-sustentável  e emancipadora onde o planejamento seja uma ferramenta  dessa geração, assim as pessoas poderão  ter acesso a transporte coletivo, aguá, iluminação pública, saúde e educação como um direito constitucional na pratica. Para romper e criar uma cidade onde a sustentabilidade é sua essência  precisamos destruir velhas convivências e propor A cidade de Jaboatão uma nova cultura onde a história seja preservada  e o futuro seja agora.
  
Jaboatão centro, a vista se ver o bairro de santo Aleixo e Vista Alegre

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